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	<title>Arquivos Premix - Senepol da Barra</title>
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		<title>Protocolo R30: Recria eficiente integrada com lavoura é a chave da lucratividade</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Nov 2019 18:57:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Sangue Senepol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desafio para o aumento na lucratividade da pecuária de corte é muito grande e, muitas vezes, é erroneamente comparada com as melhores práticas da agricultura. Neste contexto, muito se fala em pesquisas com foco na cria e terminação, fases importantes sim, mas longe de serem as únicas chaves para o sucesso econômico na produção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O desafio para o aumento na <strong>lucratividade</strong> da pecuária de corte é muito grande e, muitas vezes, é erroneamente comparada com as melhores práticas da agricultura.</p>
<p>Neste contexto, muito se fala em pesquisas com foco na cria e terminação, fases importantes sim, mas longe de serem as únicas chaves para o sucesso econômico na produção de bovinos destinados à cadeia da carne.</p>
<p>No sistema de produção de bovinos de corte fica evidente a lacuna da recria, fase que por ser pouco tecnificada e estratégica aos olhos dos produtores, parece longe do momento de geração de caixa.</p>
<p>Vamos entender porque esta fase é o momento de alavancar a lucratividade do sistema produtivo.</p>
<p>Animais jovens até o final da puberdade (que no caso dos bovinos pode ser até 18 meses de idade) possuem maior potencial de crescimento, período em que a nutrição é o principal influenciador, considerando a sanidade em condições normais. Ao longo de um ano ocorrem variações na quantidade produzida e também na qualidade das forragens. Assim, as estratégias de suplementação são fundamentais para o sucesso da atividade.</p>
<p>Com o objetivo de garantir o máximo retorno econômico por área na recria, a Premix, indústria brasileira de nutrição animal bovina que atua há mais de 40 anos no mercado, buscou alternativas estratégicas viáveis para manter bons índices produtivos e com lucratividade durante o período das águas e também na seca.</p>
<p>Para isso, é necessário compreender o ciclo das pastagens e assim poder realizar o planejamento estratégico de utilização e manejo do pasto, bem como da suplementação. A seca é caracterizada pela diminuição na produção e valor nutricional das forragens que acontece devido a senescência da planta (final do ciclo) associada com a diminuição nos índices pluviométricos, redução da temperatura ambiente e menor fotoperíodo (dias curtos).</p>
<p>O diferimento estratégico de pastagens pode ser uma alternativa para suprir a oferta de pasto no período seco, porém, é necessário aumentar a lotação em algum ponto da fazenda. Logo, com esta técnica, a propriedade deixa de ofertar uma forragem com alto valor nutricional para ofertar quando ela está no final do ciclo, deixando-a exposta a problemas, devido ao aumento de pressão de pastejo. Problemas climáticos como geadas e chuvas fora de período podem ocorrer prejudicando esta estratégia.</p>
<p>A integração lavoura e pecuária, e ou pastagens de inverno, podem ser complementares ao sistema quando a região for favorável no quesito clima.</p>
<p>A Premix, pensando na melhor alternativa para suplementar a carência dos nutrientes no período seco, mantendo bons ganhos de maneira eficiente e rentável, desenvolveu o <strong>Protocolo R30</strong>.</p>
<h2>Protocolo R30</h2>
<p>O Protocolo R30 parte do princípio de se manter a produtividade do rebanho no período seco, podendo produzir pelo menos 30@/ha/ano durante 12 meses de recria. Para isso, é necessário complementar a oferta de volumoso na época seca em combinação com o proteico energético PSAI, aditivado com o Fator P, tecnologia 100% natural que favorece o ganho de peso em até 20%, melhora a reprodução das matrizes e pode reduzir o manejo sanitário, melhorando a saúde natural, que naturalmente aumenta a resposta imunológica do animal.</p>
<p>Dois fatores são fundamentais para o projeto:</p>
<p>Implementar integração de lavoura ao sistema e ajustar o manejo nutricional da pastagem.</p>
<p>O manejo de pasto é muito importante para sucesso do <strong>Protocolo R30</strong> para o qual a referência é a quantidade de folhas disponíveis e a qualidade das folhas.</p>
<p>Outro princípio deste projeto é de utilizar o conceito de “Unidades Produtivas”, representando um animal (cabeça), cujo foco é a produção de arrobas por hectare por ano. Assim, os ganhos por hectare são a consequência dos ganhos individuais somados. Veja:</p>
<h3><strong>R30 = (∑ ganhos individuais) / ha</strong></h3>
<p>Mas como o produtor consegue aumentar a rentabilidade? Veja:</p>
<ul>
<li>Aumento dos ganhos individuais: suplementação estratégica durante todo o período de 0,3% a 0.4% em relação ao peso corporal dos animais (PSAI com Fator P);</li>
<li>Aumento das unidades produtivas (mínimo de 4 animais/ha/ano) com incremento da lotação (pós desmama em recria);</li>
<li>Ajuste no manejo nutricional da pastagem para melhorar a qualidade e a quantidade produzida.</li>
<li>Correção do solo: calagem e fosfatagem, se necessários</li>
<li>Adubação: fornecer nitrogênio para elevar lotação para o nível de 4 animais que deverão iniciar aos 190 Kg e terminarem aos 430 Kg, considerando o suporte normal da área, e para cada animal a mais, 40 Kg de Nitrogênio por hectare aplicado em duas vezes.</li>
<li>Conservação de forragens (silagens ou fenos) para complementar a oferta de volumosos durante a época seca. Neste momento, calculamos quanto de lavoura de milho devemos integrar. Pelas pesquisas desenvolvidas pela Premix, em uma condição mediana de produção, cada hectare de lavoura suplementa 30 animais.</li>
</ul>
<p>Portanto, é necessário combinar a suplementação com linha PSAI aditivada com Fator P, aumento de animais em recria, manejo de pasto e complementação de volumoso na época seca.</p>
<p>No Centro de Pesquisas da Premix, localizado no município de Patrocínio Paulista (SP), foi realizado o desenvolvimento do <strong>Protocolo R30</strong>. Foram utilizadas 4 unidades produtivas por hectare, em pastejo contínuo, utilizando-se como forragem <em>Brachiaria brizantha</em>.</p>
<p>Como suplemento foi utilizado a linha PSAI aditivada com Fator P durante 12 meses com oferta limitada de 1,25 Kg/animal/dia. Os piquetes de <em>Brachiaria brizantha</em> foram adubados com 80 kg de nitrogênio por hectare, considerando que o solo já estava corrigido. A complementação do volumoso durante a época de seca (130 dias) foi de 8 Kg de silagem com o suplemento na própria pastagem.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3126" src="https://senepoldabarra.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gráfico-Premix.png" alt="" width="839" height="432" /></p>
<p>Finalizado o ciclo de recria é importante terminar os animais em outra área para dar início novamente ao Protocolo R30. Com uma recria eficiente e lucrativa a terminação pode ocorrer em semiconfinamento, confinamento próprio ou terceirizado, pois o lucro dos animais já foi garantido na fase recria, sendo menos dependente do mercado de comodities<em>.</em></p>
<p><strong>André Pastori D&#8217;Aurea é zootecnista, doutor em nutrição animal e consultor técnico da Premix.</strong></p>
<p><strong> Msc. Lauriston Bertelli Fernandes. Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Premix.</strong></p>
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